Uma pesquisa rápida por "redes sociais e saúde mental”, "redes sociais e democracia” ou ainda por “redes sociais e comportamento" mostra-nos a atualidade e a complexidade destes temas.
O fenómeno das comunidades online começou muito antes do aparecimento do Facebook em 2004 e do YouTube em 2005 que, no ano seguinte ao da sua criação, contava já com 100 milhões de visualizações diárias e 65 mil vídeos na sua biblioteca, mas o seu impacto tornou-se particularmente visível durante a pandemia por COVID-19.
Em Portugal, o Instagram, nascido em 2010, e o TikTok, em 2016, são atualmente as redes preferidas dos jovens e, claro, são também as eleitas para seguir figuras públicas, adotar hábitos de consumo e formar conceitos sociais.
O seu sucesso é crescente assim como a preocupação e os debates sobre o seu impacto na saúde, nos comportamentos e na defesa da democracia e dos direitos humanos.
Construção dos laços afetivos na primeira infância
Estes mesmos pais, que utilizam tecnologias digitais para manter uma vigilância constante quando estão fisicamente afastados dos filhos - solicitando frequentemente fotos e vídeos quando as crianças estão na creche ou monitorizando a sua localização através de aplicações -, tendem a distrair-se com os ecrãs quando estão presencialmente com os filhos.
Quando crescer quero ser influencer!
Esta figura, por diversos motivos mais ou menos compreensiveis, publica fotos, textos ou pequenos vídeos, e consegue um número de seguidores ou de likes tão elevado que acede ao estatuto de influencer, com o qual vem a visibilidade, o poder e até a capacidade económica. Os influencers têm um grande impacto na vida dos adolescentes, originando correntes de opinião e de comportamentos, e definindo tendências.