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A MULTIDÃO E A TELEVISÃO
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Autor: Eduardo Cintra Torres
Tema: Comunicação
Coleção: Estudos de Comunicação e Cultura
Ano: 2013
Págs.: 408
ISBN: 9789725403815
Preço: 22.20€ encomendas |
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A televisão mostra constantemente multidões políticas, religiosas, festivas e muitas da sua própria criação em programas de entretenimento e espectáculo. Todavia, esta relação entre o “meio de massas” televisão e as “massas” nela presentes não recebeu até hoje atenção quanto ao seu significado sociológico e mediático. Facto estranho, sendo a multidão uma das mais tenazes formas sociais, necessária à vida colectiva, não só na sua expressão integrada e consensual, como na sua expressão “apocalíptica” e de dissensão. Considerada na sua repetição e diversidade, a multidão adquire um carácter estrutural. Ao ocupar o espaço público e mediático, a multidão tem intenção de representação. É para ser vista. É uma forma de comunicação.
Este livro propõe uma viagem ao centro da teoria da multidão, que ocupou desde sempre um lugar no pensamento político-social do Ocidente, mas não originou paradigmas consistentes, devido à diversidade de representações teóricas e ao seu carácter efémero. É um tema habitualmente à margem do núcleo de reflexão político-sociológica.
Propondo-se colmatar esse vazio, o livro faz o levantamento crítico e fundamentado historicamente das teorias da multidão e analisa depois em detalhe representações multitudinárias na televisão, como os colectivos encenados nos estúdios de TV e, no espaço público, manifestações globais contra a globalização, Marchas Brancas em Bruxelas e Portugal, um ataque a um milheiral transgénico em Silves, as manifestações de professores em 2008, uma missa campal do papa na Alemanha, o último dos concertos Promenade na BBC, os MTV European Music Awards em Lisboa e o Euro 2004.
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Eduardo Cintra Torres, natural de Lisboa (1957), formou-se em História (1980) e em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação (2003). Doutorado em Sociologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (2010), é professor auxiliar da Universidade Católica Portuguesa, em matérias como Estudos de Televisão, Análise de Publicidade, Ética da Comunicação e Técnicas de Comunicação Audiovisual.
Este é o seu 14º livro publicado, entre os quais A Vida como um Filme: Fama e Celebridade no Século XXI, em co-autoria com José Pedro Zúquete (2011), Televisão e Serviço Público (2011), A Tragédia Televisiva (2006), Reality Shows: Ritos de Passagem da Sociedade do Espectáculo (2002) e dois livros de crítica de publicidade, Anúncios à Lupa (2006) e Mais Anúncios à Lupa (2008).
É crítico de cultura, media, televisão e publicidade na imprensa desde 1995, primeiro no Público, onde assinou a coluna Olho Vivo até 2011 e desde então no Correio da Manhã onde assina a coluna Panóptico. Mantém desde 2003 no Jornal de Negócios a única coluna permanente de crítica de publicidade na imprensa portuguesa.
É autor de inúmeros artigos em revistas académicas e científicas, sobre sociologia dos media e da televisão em particular, tendo igualmente publicados artigos sobre a representação da multidão na ficção portuguesa e europeia do período 1870-1930.
Assinou trabalhos pedagógicos e de literacia dos media para o Ministério da Educação e ainda programas de rádio e de televisão.
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